sexta-feira, agosto 12, 2005

tOTA loto

Segundo o DN de hoje:
"A construção do novo aeroporto da região de Lisboa, na Ota, "terá impactos negativos significativos, fundamentalmente devido à destruição de habitats". A Ota "implicará a destruição de corredores ecológicos existentes" e "acarretará ruído além do legal". A "acessibilidade da procura lisboeta de transporte aéreo irá piorar" e "o município de Lisboa poderá perder receitas em consequência da quebra populacional e da relocalização de empresas para outros concelhos da região". Estes e outros conceitos (...) [constam] do estudo preliminar de impacto ambiental elaborado pelo NAER (Novo Aeroporto) e ontem referido pelo ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, na defesa que expôs da localização referida.
(...)
O relatório fala ainda do impacto nos preços que terá na zona circundante da Ota a implantação do novo aeroporto. As vantagens são escassas e a mais relevante é a requalificação do emprego. Contudo, alerta, o desemprego na região "é escasso".
Os relatórios da British Air Authority (BAA) e do Manchester Airport [inferiam] que a Portela teria capacidade, se devidamente remodelada, para 21 milhões de passageiros por ano, uma barreira que não deveria, segundo estimativas da época, ser ultrapassada antes de 2020.Os relatórios aconselhavam a "desenvolver as instalações existentes até ao limite da sua capacidade" e afirmavam a "operacionalidade garantida até 2020". Não consideravam necessária a construção de outra pista e diziam que quer a Ota quer Rio Frio eram hipóteses mais caras que a ampliação da Portela.