terça-feira, março 14, 2006

Paulo Ribeiro

18 de Novembro, Jorge Silva Melo no Público:

" A Câmara de Aveiro, usando dos seus direitos, prescindiu dos serviços do Paulo Ribeiro(...). O Ministério da Cultura, que arranjou o programa e o dinheiro,nada tem a dizer, não é com ele, lava disso as mãos pelintras? (...)Eu não quero continuar a financiar paredes e não programas, obras e não acções, salas de visita e não teatros.(...) Esta história do (Teatro) Aveirense acontece porque ninguém se precaviu para impedir o salão de festas da burguesiazita local em noite de um ou dois beijinhos ( conforme o partido no poder). O país está mal porque se preparou mal."


22 de Novembro de 2005, Patrícia Coelho Moreira no Público

"A saída de Paulo Ribeiro " foi uma perda, sem dúvida", sublinha o vereador socialista ( Pedro Silva), garantindo que a substituição do coreógrafo é causa de uma "perplexidade nacional".(...) Capão Filipe limitou-se a afirmar que o novo modelo preconizado para o TA "será explicado oportunamente."

( pacientemente, esperamos)


14 de Março, na Livraria O Navio de Espelhos, Aveiro:

Cláudia Galhós, Maria de Assis e Paulo Ribeiro apresentam Corpo de Cordas- 10 anos de Companhia Paulo Ribeiro , recém publicado pela Assírio e Alvim . Participando desta partilha simultaneamente íntima e descontraída, praticamente toda a equipa do Teatro Aveirense com a qual o Paulo Ribeiro trabalhou durante apenas um mês. E algumas pessoas da cidade. Curiosos, amigos, pessoas das artes. Pessoas.
Talvez partilhem comigo o entusiasmo que sinto ao ver o Paulo Ribeiro aqui, connosco, a continuar a dar(-se) a esta cidade que tão mal o recebeu. A disponibilidade, a generosidade e a poesia com que nos chega fazem-me lembrar o meu querido amigo Mia, quando diz que pássaros são os que no chão desconhecem morada...


Paulo Ribeiro, roubado do diário de bordo d'o navio de espelhos:

" Acho que faço o que faço porque a realidade humana me entristece mas também me fascina. O quotidiano maravilha-me quando consegue ter uma dimensão poética, quando consegue ir um bocadinho mais longe. Assusta-me a ideia de perder a disponibilidade para me deslumbrar."