Música
Não conheço as lógicas comerciais que possam estar subjacentes a esta iniciativa. Contudo, considero importante o alerta lançado pela Fnac ao longo do mês de Junho: se os livros são considerados cultura (e por conseguinte taxados com um IVA de 5%), porque razão é que os discos não entram na mesma classificação, sendo o IVa, neste caso , de 19 (agora 21) %?
Por esta lógica, um romance da Margarida Rebelo Pinto é cultura, ao passo que um album de Wim Mertens não o é. ( lembrei-me do Mertens porque gosto muito, mas poderia dizer Mercedes Sosa, Yann Tiersen, Leonard Cohen, Jacques Brel, Susana Baca, Bach, Mozart, Satie e todos os virtuosos que possamos imaginar...).
Que barómetros medem a pertinência destas decisões?
Utilizo a música na psicoterapia, na formação,nas aulas de artes em movimento. Acima de tudo,está presente na minha vida. Não substitui um bom livro,da mesma forma que não é substituível por ele. Para mim, é cultura e não se dispensa.

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