O PSD é só a primeira vítima
As políticas de José Sócrates baralharam o espectro partidário em Portugal .O PSD é só a primeira vítima desse fenómeno. É isso que falta dizer no excelente artigo de hoje de Vasco Pulido Valente no Público.
As políticas de José Sócrates baralharam o espectro partidário em Portugal .O PSD é só a primeira vítima desse fenómeno. É isso que falta dizer no excelente artigo de hoje de Vasco Pulido Valente no Público.
Acabo de saber pela blogosfera que Jorge Ferreira faleceu. Basta ver a reacção que a notícia suscitou para se ter uma ideia de como ele era querido como pessoa, independentemente de
Sabemos como anda difícil a produção de prova. Por isso vou estar de ouvido na rádio para saber de que é acusado Oliveira e Costa, o banqueiro que se especializou em irregularidades assinadas nas costas dos accionistas seus eleitores. Faz parte da curiosa liga de presos preventivos que devem estar a guardar o principal para as memórias futuras...
Mário Barradas e Sacuntala de Miranda fizeram parte de um pequeno grupo de micaelenses que no desolado início dos anos cinquenta ficou como referência na luta contra a ditadura.Mais novo , ainda apanhei o seu rasto e a respectiva reputação quando cursava o Liceu de Ponta Delgada. Quantas vezes não me disseram então em S.Miguel:«Olha, se não tomas juízo ainda te acontece como à Sacuntala e ao Mário Barradas». Aconteceu, claro.
As nomeações de ontem para Presidente do Conselho de Ministros e para Alto-Representante da UE confirmam a execução minguada que se dará ao Tratado de Lisboa, pelo menos nesta geração.O principal será, como sempre se pensou, a nova ponderação de votos em Conselho de Ministros. Mas tornou mais claras, por comparação, certas escolhas para os orgãos comunitários.
Escreveu um revolucionário num dia difícil para as suas cores« Quando nem tudo está perdido, nada está perdido». Lembrei-me dessa frase por várias vezes no decorrer da fase de apuramento da selecção de futebol para o Mundial da África do Sul.Parecia tudo perdido mas ainda havia o play-off. Depois a UEFA inventou o mini-cabeça de série para esses jogos, o que evitou algumas maçadas a países como a França e Portugal.Éspero que daqui até Junho se perceba que a bananeira não garante a sombra.
"O trabalho liberta-nos de três calamidades: o aborrecimento, o vicio e a necessidade."
Francisco Assis declarou que o grupo parlamentar do PS irá votar os projectos de resolução sobre a avaliação dos professores tendo em conta o mérito das propostas e a forma como forem apresentados para discussão, mostrando assim a abertura que faltou na legislatura anterior. Se o PS a tivesse mostrado se calhar tinha repetido a maioria absoluta e não andaria agora nestes assados da boa- vontade forçada...

Cavaco Silva recebe hoje Noronha do Nascimento certamente escaldado com o tema«escutas»!Está tudo muito concentrado no primeiro mandato...
A contratação de Carlos Carvalhal para treinador do SCP está a dividir os sportinguistas. Mas numa coisa estão todos de acordo: aquele técnico conhece muito bem a Liga de futebol. Mas o que se quer dizer exactamente quando se afirma que alguém «conhece bem o futebol português»?Será o que se vê durante os jogos, ou algo para além disso?
As reportagens da chegada da selecção de futebol à Bósnia mostram-nos a animosidade da recepção no aeroporto de Serajevo. Alguém refere que se estava à espera que os GNR que estão em missão de paz naquele Estado formassem uma espécie de corredor «humanitário» à volta dos nossos jogadores.Mais um pouco e é a terceira guerra mundial...

Não gostei de ver ontem Mário Soares na televisão a fazer uma declaração de circunstância sobre o funcionamento da justiça em Portugal. Mário Soares deve a si próprio uma de duas atitudes perante o que se está a passar na sociedade política portuguesa: ou guarda silêncio ou indica um caminho. Digo eu que sei o que o regime democrático lhe deve.
Há muito tempo que nenhum orgão de comunicação social transcrevia na íntegra um comunicado com a extensão do do PGR sobre as escutas das conversas entre Armando Vara e José Sócrates. Por isso li com muita atenção o texto no Diário de Notícias.O que mais me impressionou foi a diferente perspectiva do que pode ser o segredo de justiça entre dois intérpretes máximos do dito e do não-dito como são o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça e o Procurador-Geral da República. E ainda sobram as entrelinhas do comunicado.
Depois de ver o jogo entre Portugal e a Bósnia acho que Carlos Queiroz está numa situação paradoxal: se Portugal conseguir ir à Africa do Sul a FPF deve procurar rapidamente outro seleccionador mais motivador a curto prazo; se a selecção for eliminada, então Queiroz pode continuar as suas tarefas de planeamento e treino das equipas nacionais sem a pressão de resultados imediatos.
No meio deste clima propício à impunidade sobre os costumes da corrupção uma homenagem é devida a Marques Mendes que, como presidente do PSD , criou uma norma cada vez mais necessária: gente pronunciada judicialmente deixa de ter condições para exercer cargos públicos até melhor prova. Perdeu a Câmara de Lisboa, foi desautorizado pelo seu eleitorado em Oeiras e em Gondomar , que me lembre.Mas é o exemplo a seguir nesta matéria.E como estão as coisas para o lado dos costumes judiciais só os partidos ainda podem salvar o regime. Com medidas como a suspensão, expulsão, ou simples retirada de confiança àqueles membros que tenham abusado da pertença a esses organismos indispensáveis à democracia.
Nos últimos tempos até tenho revisto em alta a minha opinião sobre António Guterres. Não fui dos que o incensaram até á 25ª hora. Também não lhe caí em cima como muitos dos seus cooptados e apoiantes mal ele saiu cheirando um pântano que nunca situou, e que se estendeu entretanto. Regressa hoje, graças à revista Forbes, como uma das cem personalidades mais influentes do Mundo.É o único português em tal lista.Em que suporte virá a resposta de Bruxelas?
Não se acredita em Charles Smith. Nem quando ele confessa nem quando se desdiz. Acho-o um cromo à imagem e semelhança de quem se dá com ele. Como testemunha não tem sido apreciado. Já como fonte de informação e de notícias é uma mina.
A «Classe Jurídica» ainda está mais afastada dos cidadãos do que a «Classe Política», não está?
O equilíbrio orçamental dos países da zona euro já esteve previsto para 2002.Agora o Comissário Almunia apontou com ar desportivo uma nova meta cronológica para o mesmo efeito. Faz essa figura ano após ano em véspera das aprovações dos orçamentos dos Estados membros. Desta vez brindou-nos com um mítico 2013 .Tendo em conta já não se sabe que crise, e quem precisa de novos apoios estatais, admite que o principal esforço se faça mesmo em 2012. O nosso ministro das Finanças não se desmanchou, mas a ministra francesa com o seu «franc- parler», já disse que 2013 nem pensar.Almunia fez que não ouviu.É reciproco.
A Europa esteve hoje, 11 de Novembro, dia da comemoração do Armísticio da I Guerra Mundial celebrado em 1918, com os olhos postos em Paris onde França e Alemanha se deram as mãos e reafirmaram o seu credo na União Europeia. Pois em Portugal alguém obrigou o PR a recuar um século mais, a recuar para a guerra peninsular e a discursar sobre as Linhas de Torres, acto que podia muito bem ter lugar em vários outros dias. Depois queixem-se da periferia...